Acompanhamento nutricional para grávidas

gestante1

A gravidez é um momento especial que deve ser vivido com tranquilidade e confiança de que tudo está a ser feito de forma a garantir o melhor crescimento e saúde do bebé que aí virá, sem nunca esquecer a Mãe.

Embora a gravidez não exija comer por dois como nos tempos das suas avós se dizia, deve comer pelos dois sim mas só em alguns nutrientes. Quero com isto dizer que o valor calórico do seu dia não irá aumentar assim tanto, mas algumas necessidades pontuais de nutrientes sim. Existem adicionalmente alguns cuidados especiais que tanto baralham as grávidas tais como “posso comer salada?”, “posso comer o queijo X ou Y?”, “posso beber café?”, essas e tantas outras dúvidas que surgiram verá serem esclarecidas se tiver um aconselhamento nutricional.

Caso não existam condições especiais, que exigem um acompanhamento mais rigoroso (como na diabetes gestacional, hipertensão arterial ou outros problemas), o acompanhamento da grávida pode ocorrer em 3/4 fases:

– Consulta pré-concepcional ou nos primeiros dias (assim que recebe a boa noticia);

– Consulta entre as 14 e as 16 semanas (entrada no 2º trimestre);

– Consulta entre as 25 e 28 semanas (entrada no 3º trimestre);

– Consulta pós-parto (alimentação na amamentação e acompanhamento na recuperação do peso).

Este acompanhamento (novamente caso não existam condições especiais), pode ser presencial em consultório ou online caso veja que isso lhe facilitará a vida, uma vez que nesta fase já sobra pouco tempo entre trabalho/análises/consultas de obstetricia etc etc…! 🙂

Para saber um pouco mais deste acompanhamento online envie-me um email para ritamralmeida@gmail.com, fico a sua espera!

 

Obesidade infantil: como prevenir no 1º ano de vida?

images1BAI0FTFA obesidade infantil é um problema global e com um aumento verdadeiramente assustador nos últimos anos. A preocupação centra-se na prevenção e tentar perceber-se o que se pode fazer logo desde o início da vida para prevenir a obesidade infantil.

Não há dúvidas para nenhum dos investigadores, pediatras e qualquer técnico de saúde que a amamentação com leite materno é a melhor forma de prevenir desde o primeiro dia de vida a obesidade. Mas como nem sempre isso é possível, e as fórmulas para lactentes são muitas vezes a única forma de alimentar o bebé. O objectivo das marcas é o de se aproximarem o melhor possível do leite materno.

Um estudo(1) realizado em 2005 comparou 3 grupos de crianças, um que consumia fórmula com alto teor de proteínas, um que consumia fórmula com baixo teor de proteína e por ultimo os bebés alimentados com leite materno. O resultado foi que os dois últimos grupos mostraram um desenvolvimento semelhante e com isso um menor risco de desenvolver obesidade comparativamente ao grupo com elevado consumo de proteínas.

Deste modo, desenvolveu-se uma corrente a “early protein hypothesis” que recomenda um consumo moderado/baixo de proteínas (animais e vegetais) no 1º ano de vida da criança de modo a prevenir a obesidade a longo prazo. E com isso as recomendações/porções diárias de proteína (fontes: leite, queijo, iogurtes, carne, peixe, leguminosas) numa criança que já iniciou a diversificação alimentar são menores do que muitas vezes aos olhos dos “pais e avós” possa parecer razoável para crescer bem, não dê mais do que 10 a 15gr de carne/peixe nesta fase da vida e valorize sim os vegetais e os hidratos de carbono (pão, arroz, massa, batata, etc.).

  1. Koletzko et al, Protein intake in the firts year of life: a risk factor for later obesity? The EU childhood obesity project; Adv Exp Med Biol; 2005; 569:69-79

Cólicas, aquele drama!

colicasSe os bebés trouxessem livro de instruções seria muito mais fácil, ver um bebé chorar e não saber o que o incomoda é motivo de stress para os pais (principalmente aqueles que nunca tiveram um filho antes, como eu!!).

Será cólicas? É aquela perguntinha chave que nos fazem sempre que o bebé chora. Pode ser, ou não. Mas a grande maioria dos bebés por volta das 2 ou 3 semanas começam a sofrer de cólicas, isto parece-me inevitável. Este fenómeno acontece quer com o leite materno quer com formulas para lactentes, e as causas podem ser várias: o facto de terem o sistema gastrointestinal imaturo, engolirem ar quando são alimentados, alguns terem maior dificuldade em digerir a lactose (açúcar do leite), entre outras tantas razões.

Embora existam poucos estudos sobre o assunto, alguns apontam que se a mãe eliminar alguns alimentos da sua dieta se verificam melhorias nas cólicas do bebé. Nesses alimentos encontra-se o leite de vaca, as cebolas, as cruciferas (i. é, couves, couve-flor, couve-de-Bruxelas e brócolos), leguminosas (feijão, grão, lentilhas, etc.) e  o chocolate. Estes estudos são muito limitados e a maioria dos pediatras não recomenda que as mães que amamentam tenham cuidados redobrados com a sua dieta. A minha sugestão é que se vá estando atenda aquilo que se come e ver quando o bebé fica mais reactivo e as cólicas se intensificam. O que nem sempre é facil, eu pelo menos ainda não desvendei esta “charada”.

E tudo mudou…

baby-feet

Depois de uma longa ausência de escrita no blogue estou de volta. A razão é simples e facilmente compreendida: FALTA-ME TEMPO!! 🙂

O meu bebé nasceu no fim de Agosto e agora já com um mês e meio julgo que começo a ter tempo para retomar a escrita. O assunto já não terá a ver com a alimentação durante a gravidez mas sim sobre a alimentação nesta nova fase que também tem a sua importância. Todas nós queremos voltar às nossas formas iniciais e garantir (quando é o caso) que o nosso filho está a ser bem alimentado com o leite materno.

No total da gravidez aumentei 11kg, o bebé nasceu de 37 semanas com 2,660kg e à saída da maternidade vim para casa com 5 kg a mais. Estou, desde então, a amamentar mas não me vou debruçar sobre os benefícios da amamentação por ser um tema altamente debatido e acredito que todas as grávidas já foram suficientemente esclarecidas sobre isso durante os 9 meses, cabe a cada uma decidir sobre isso. Então decidi que nos próximos post irei escrever sobre a influência que a amamentação tem no nosso corpo e como nos devemos alimentar neste período.

Em média durante a gravidez aumentam-se 2 kg para reservas, essas reservas serão agora utilizadas! Ainda bem 😉 Durante a amamentação a mulher necessita de um valor energético diário mais elevado (+/- 500 Kcal/dia extra) e ainda assim serão metabolizadas (“consumidas”) aos poucos as gordurinhas extra que fomos acumulando na gestação.

Deixo-vos uma curiosidade: Um estudo revelou que uma dieta com um valor calórico abaixo das 1800 Kcal, durante uma semana pode reduzir o volume do leite materno, no entanto não tem influência no valor energético do mesmo leite. Isto diz-nos que o leite adapta-se à necessidade energética do bebé, contudo não é recomendavel que se faça dietas altamente restritivas nesta fase senão irá ter um bebé choroso por falta de saciedade.